https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/issue/feed Imagem Brasileira 2026-09-30T02:44:12+00:00 Dra. Maria Regina Emery Quites, PhD ceibimaginaria@gmail.com Open Journal Systems <p>O Centro de Estudos da Imaginaria Brasileira - Ceib - foi criado em 1996, com o objetivo de incentivar, favorecer e divulgar estudos e pesquisas sobre as imagens sacras brasileiras. A revista <strong>Imagem Brasileira</strong>, dede sua primeira edição em 2001, vem cumprir esse importante objetivo de divulgar trabalhos inéditos de autores brasileiros e estrangeiros, que tratam de temas específicos ou afins as seguintes linhas de pesquisa: Materiais e técnicas; conservação-restauração&nbsp; e proteção; aspectos formais e estilísticos; iconografia e iconologia; aspectos formais e estilisticos; aspectos sociais e históricos ; autorias e atribuições.</p> https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/542 Normas 2024-01-21T13:10:22+00:00 Beatriz Ramos de Vasconcelos Coelho beatrizrvcoelho@gmail.com <p>Normas.</p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/519 ESCULTURAS DEVOCIONAIS EM PERSPECTIVAS DECOLONIAIS 2024-01-20T18:37:48+00:00 Jorge Lúzio Matos Silva jorgeluzio@hotmail.com <p>As teorias pós-coloniais, inauguradas com os estudos de Edward Said (1990) e enraizadas na Crítica Literária e nas Ciências Sociais, impactaram os diversos setores e disciplinas das Humanidades, entre as quais a História Social da Arte (Bell, 2008), que encontrou nos fenômenos da Imagem e na cultura material um reflexo deste complexo espectro teórico, artístico, cultural e político, frequentemente desafiado em novos objetos de pesquisa e novas problematizações ao longo da História. Tais diálogos de interculturalidade chegaram nos currículos da educação básica, bem como nos museus, nas instituições de cultura e nos acervos artísticos. Neste panorama as esculturas devocionais não se encontraram incólumes ou distantes dos debates e das abordagens suscitadas. Ao contrário, reafirmaram-se como repositórios de histórias, de diversidades, de religiosidades e das ambivalências do mundo colonial e pós-colonial. Ademais, as análises iconográficas, nesse bojo, possibilitam dialogias com a educação patrimonial, com a arte-educação (Barbosa, 2014) e com o ensino de história<br />(Lúzio, 2022), enquanto releituras do passado colonial. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/520 A IMAGEM PARA ALÉM DA FORMA. OU A VIAGEM DAS FORMAS. A ESCULTURA DEVOCIONAL NA EXPANSÃO PORTUGUESA (SÉCULOS XVXVIII): 2024-01-20T18:51:06+00:00 Vítor Teixeira vrteixeira@ufp.edu.pt <p>Este trabalho busca sintetizar a história da escultura devocional de origem portuguesa durante o período de expansão ultramarina (séculos XV a XVIII). A partir de uma análise retrospetiva da escultura religiosa em Portugal durante os períodos Românico e Gótico, serão exploradas as tendências que surgiram, tanto na manutenção de modelos metropolitanos exportados pela estratégia missionária de mimetização de gostos, formas e iconografias europeias (nas ilhas Atlânticas e no Brasil), quanto na adaptação a outras culturas antigas e estruturadas, com sistemas artísticos consolidados em outros continentes. A segunda perspetiva teve início com os marfins afro-portugueses no século XV e evoluiu para uma gramática de hibridação ou miscigenação artística no espaço do Índico (Índia Portuguesa, principalmente, também em Ceilão), além da China e do Japão. No mundo indo-português, a escultura foi produzida em conformidade com o modelo e estilística barroca metropolitana, adaptando-se às expressões estéticas da costa do Malabar, Ceilão, China e Japão. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/521 JORNADA DE UM SANTO MESTIÇO PELO BRASIL COLONIAL 2024-01-20T19:03:22+00:00 Célio Macedo Alves celio.macedo@ufop.edu.br <p>A ideia deste artigo é levantar algumas questões sobre a história da devoção e iconografia de Gonçalo Garcia, santo de origem indo-portuguesa, em território brasileiro, a partir de alguns episódios curiosos ocorridos no período colonial, notadamente no Nordeste e em Minas Gerais. No Brasil sua devoção foi muito forte entre a população parda, principalmente devido à opinião que se construiu em torno da possível cor mestiça do santo, concorrendo para ocorrência de litígios sociais em cidades e vilas da época. Inicialmente procurou-se indicar como se deu a construção da história do santo e de sua iconografia, ainda lá no Oriente, e como, poderia ter se dado a formação da imagem de um santo de cor parda ou mestiça. São questões que serão pontuadas aqui, a partir de informações deduzidas de crônicas, sermões e documentos da época.<br />Essas são pistas que nos permitirão compreender como sua devoção e iconografia se misturaram no Brasil colonial ao cotidiano das populações de cor.</p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/522 UMA DEVOÇÃO DESCONHECIDA: A HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DO BRASIL E A SUA REPRESENTAÇÃO EM UMA ESCULTURA DE GESSO PERTENCENTE À ESMU-UEMG 2024-01-20T19:13:18+00:00 João Henrique Ribeiro Barbosa joaohrb@yahoo.com.br Jussara Maria Rocha Alves jussaramariarochaalves@hotmail.com <p>O objetivo principal desse artigo é aprofundar no conhecimento de uma rara escultura policromada em gesso de Nossa Senhora do Brasil que atualmente pertence à Escola de Música da Universidade Estadual de Minas Gerais (ESMU-UEMG). Para alcançar essa proposta será apresentada a origem da devoção a Nossa Senhora do Brasil e a sua história. Procurou-se<br />também apresentar ao leitor algumas principais representações dessa devoção, que ainda é muito pouco conhecida e representada no Brasil. Além disso, a fim de compreender o contexto de produção e comercialização das imagens em gesso no país, apresentam-se as principais casas revendedoras ou produtoras de imagens no início do século XX. Por fim, identifica-se a escultura de Nossa Senhora do Brasil, que, lamentavelmente, é apresentada ao leitor após um ato de vandalismo ocorrido no fim de 2019: a imagem teve a parte frontal parcialmente pichada com tinta spray vermelha. A comunidade acadêmica à qual a obra pertence entrou em contato com o autor e solicitou o seu restauro. A obra é descrita e analisada formal e iconograficamente. Os conhecimentos levantados nesse artigo serão fundamentais para uma próxima publicação<br />sobre os materiais, as técnicas construtivas e o estado de conservação da obra, que resultarão em uma proposta de intervenção e no restauro da obra.</p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/523 A VISÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS DA CAPELA MOR DA IGREJA DO CONVENTO DE SÃO FRANCISCO DE SALVADOR/BA 2024-01-20T19:22:03+00:00 Maria Helena Ochi Flexor mhoflexor@gmail.com <p>A finalidade deste texto é trazer ao conhecimento de estudiosos da arte sacra baiana o escultor Pedro Ferreira. Embora seja autor de obras de esculturas importantes, passa quase desapercebido na historiografia da arte baiana. Trata-se de artista que pertenceu ao período em que o neoclassicismo se impunha à cultura Ocidental, porém, ainda restavam, na Bahia, as práticas dos estilos barroco/rococó, em especial a cópia dos grandes mestres desses estilos. Pedro Ferreira foi um desses artistas e teve como principal inspirador Bartolomé Esteban Murillo (1618-1682), um dos principais pintores do barroco espanhol. Pedro Ferreira foi muito desprestigiado pelo fato de sobreviver como mestre de obras. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/524 REVISITANDO A PRODUÇÃO ESCULTÓRICA DE FRANCISCO VIEIRA SERVAS 2024-01-20T19:56:19+00:00 Adriano Reis Ramos ramosreis2004@gmail.com <p>Desde 2002, data do lançamento do livro Francisco Vieira Servas e o Ofício da Escultura na Capitania das Minas do Ouro, foram descobertas várias obras esculpidas por Servas que, em uma nova edição, deverão substituir algumas das imagens apresentadas naquela publicação. Na época, para a exposição do conjunto de imaginária a ele atribuída, algumas peças foram<br />utilizadas para análises comparativas, mas, com o passar dos anos e novos estudos desenvolvidos, percebeu-se tratar de obras de outras escolas, de formas semelhantes às conferidas a Servas, mas não produzidas em sua oficina. No presente artigo, pretende-se, além de mostrar algumas dessas imagens recém-descobertas, tecer considerações sobre a autoria e o<br />ofício da escultura religiosa no período da então Capitania das Minas. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/525 A IMAGINÁRIA ANTONIANA REMANESCENTE DAS FREGUESIAS DA VILA DE MAGÉ, EM FINS DO SÉCULO XVIII. 2024-01-20T20:11:09+00:00 Antônio Seixas antonioseixasadv@gmail.com <p>Um dos santos mais populares do Brasil, Santo Antônio teve sua devoção difundida nas freguesias formadoras do Município de Magé, no recôncavo da Baía de Guanabara, nos séculos XVII/XVIII. O nosso objetivo foi analisar as imagens devocionais de Santo Antônio remanescentes dos acervos das mais antigas paróquias da Magé colonial. Entre as fontes, os relatórios do Marquês do Lavradio (1779) e de Monsenhor Pizarro (1794) e o catálogo da exposição Devoção e Esquecimento (2001), ocorrida na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro. Os resultados indicam que a devoção a Santo Antônio se desenvolveu, principalmente, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade de Inhomirim, às margens da variante do Caminho Novo,<br />que ligava o recôncavo ao Distrito Diamantino, na Capitania de Minas Gerais, bem como para a existência de, pelo menos, duas representações antonianas, encontradas na Paróquia de São Nicolau de Suruí, com características típicas do Barroco Brasileiro.</p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/526 A OFICINA DE ESCULTURA DEVOCIONAL NA BELLE ÉPOQUE BRASILEIRA 2024-01-20T20:43:23+00:00 Cristiana Antunes Cavaterra c.cavaterra@unifesp.br <p>No Brasil, durante as grandes imigrações ocorridas entre o final do século XIX e o primeiro quartel do século XX, surgem as primeiras oficinas implantadas por imigrantes, que abandonando o sistema de organização das antigas corporações de ofícios, são precursoras de uma industrialização de esculturas devocionais onde o estilo, modo de produção e comercialização foram influenciados pela grande importação de esculturas devocionais industrializadas em estilo saint-sulpice. A pesquisa se dá através da análise bibliográfica e da documentação primária, permitindo comparar o modelo de produção das oficinas brasileiras com as europeias, bem como conhecer os materiais e a tecnologia de fundição do gesso utilizada na época e analisar os conceitos de cópia e reprodução para a confecção de esculturas devocionais no período da Belle Époque brasileira. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/527 JOAQUIM FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA 2024-01-20T20:52:37+00:00 Marcos Luan Cosme Barbosa marckdahist@gmail.com <p>Neste artigo trazemos ao conhecimento mais amplo, parte da biografia deste mestre artífice, seus principais trabalhos nas artes em prata, madeira e policromia. Joaquim Francisco de Assis Pereira foi um artista nascido e falecido na cidade de São João del-Rei. O artista pesquisado, nasceu no ano de 1813. Filho de um ourives-prateiro, aprendeu o ofício com seu pai, e, ao longo de sua vida desenvolveu as capacidades de trabalhar com a madeira e também com as tintas. Fez também parte de quase todas as agremiações religiosas de São João del-Rei durante sua vida. A metodologia utilizada foi a pesquisa no arquivo da paróquia da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar e revisão em fontes secundárias. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/530 O DIVINO ADVOGADO 2024-01-20T21:16:30+00:00 Ana Cláudia Magalhães acvmagalhaes@yahoo.com.br Maria Regina Emery Quites mariareginaemery@yahoo.com.br <p>No universo da imaginária devocional, alguns santos são historicamente invocados durante epidemias devido à associação que se faz deles com curas. As doenças foram promotoras de devoções e, nesse sentido, destaca-se o culto a São Roque, mediador entre Deus e os homens. Objeto de um famoso sermão do Padre Antônio Vieira, foi por ele chamado de “divino<br />advogado”. Este artigo tem como objetivo apresentar esse Terceiro Franciscano, que tem sido invocado quando a morte aparece como ameaça iminente, como no caso da epidemia do Cholera Morbus que atingiu o Brasil no século XIX. A devoção a São Roque foi estimulada especialmente pelas poderosas Ordens Terceiras de São Francisco, nas cidades de Salvador/BA<br />e Recife/PE. O artigo trará da hagiografia cristã o São Roque intercessor buscado nas epidemias; da iconografia trará os elementos simbólicos que o identificam; da historiografia identificará as celebrações e demais atos de piedade realizados em sua honra.</p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/531 IFIGÊNIA DA ABISSÍNIA, DEVOÇÃO DOS CARMELITAS 2024-01-20T21:27:12+00:00 Fábio Zarattini fzarattinirestauro@gmail.com <p>Este artigo aponta as versões hagiográficas e iconográficas acerca de Ifigênia, a preta, santa por aclamação popular, devoção dos carmelitas. Suas imagens devocionais em madeira policromada, de variadas técnicas de manufatura e modelos, produzidas no Brasil, nos séculos XVIII e XIX, foram utilizadas na catequese dos pretos de ascendência africana e atingiram o<br />ápice no período de atuação das irmandades do Rosário dos Pretos. Esta devoção foi registrada pela oralidade, e em publicações das Idades Média e Moderna, como as do Frei José Pereira de Santana. Em compreensão dessas esculturas e revisão teórico-prática, foram realizadas visitas in loco e documentação por imagem. A pesquisa buscou debater e interpretar as relações entre a igreja, os impérios ibéricos e o povo africano vitimado pela escravidão e diáspora, em prática naquele período. Este selecionado acervo do patrimônio cultural brasileiro estudado se mostra com grande expressividade, valor histórico, material, imaterial e identitário. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/532 NOSSA SENHORA DA PENHA 2024-01-20T21:36:50+00:00 Leonardo Caetano de Almeida lecal0804@gmail.com <p>O culto a Nossa Senhora da Penha de França chegou ao Brasil ainda no século XVI. A capital paulista dispõe de um dos exemplares escultóricos seiscentistas da Virgem da Penha mais notáveis. A partir dessa escultura, estabelecemos um estudo comparativo iconográficoiconológico com outras obras da estatuaria dessa invocação, particularmente as imagens da<br />Penha de Votorantim e Arujá, exemplares da imaginária devocional paulista constituída em terracota, respectivamente nos séculos XVII e XIX. A aproximação dessas imagens a esculturas marianas de outros títulos permite-nos a constatação de uma espécie de sobreposição de invocações de Maria, isto é, uma recorrência ou ausência de elementos iconográficos singulares<br />– sejam gestos, atributos, símbolos ou policromias – que deixam sutilmente de ser “exclusivos” de determinados títulos de Nossa Senhora e, dotados de um discurso estético persuasivo e intencional, perpassam as mais variadas imagens da Virgem com o Menino. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/540 TECNOLOGIAS 3D EMPREGADAS NA RESTAURAÇÃO DE COROAS DE PRATA FRATURADAS 2024-01-21T12:47:22+00:00 Maria Luiza Seixas mluizaseixas@gmail.com Alessandra Rosado alessandra.rosado@gmail.com João Cura D’Ars de Figueiredo Junior joaoc@eba.ufmg.br <p>É crescente o uso das tecnologias digitais em vários setores. Na área da conservação patrimonial, essa nova metodologia de utilização de processos digitais, é aplicada visando diversos objetivos como a comunicação, a avaliação, o armazenamento de dados e também a restauração de acervos históricos feitos com inúmeros materiais. Desses materiais que compõem acervos patrimoniais, o metal pode ser considerado um dos mais resistentes sobretudo os objetos confeccionados com metais nobres. Essa postura permite que eles sejam submetidos a condutas inadequadas causando, muitas vezes, a aceleração de alguns processos de deterioração como trincas e fraturas. O presente artigo mostra o método de restauração de<br />duas coroas de prata fraturadas que utiliza acessórios de encaixe precisamente produzidos por meio das tecnologias 3D. A ação proposta resulta em peças restauradas de forma retratável, com harmonia estética e feitas com ligas compatíveis com o metal original. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/541 ESTUDO DE SOLVENTES DE BAIXA TOXICIDADE EM SUBSTITUIÇÃO AO XILENO PARA A FORMULAÇÃO DE VERNIZES UTILIZADOS NA CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE PINTURAS E DE ESCULTURAS POLICROMADAS 2024-01-21T12:58:26+00:00 Mariah Boelsums mariah-boelsums@hotmail.com João Cura D’Ars de Figueiredo Junior joaoc@eba.ufmg.br Luiz Antônio Cruz Souza luizac.souza@gmail.com <p>Foram avaliados potenciais solventes ou sistemas de solvência para formulação de vernizes compostos por quatro resinas: Damar, Laropal K80®, Paraloid B72® e Regalrez 1094®, utilizados em procedimentos de Conservação-Restauração de pinturas e de esculturas policromadas. Com o objetivo de encontrar solventes de menor toxicidade e igual ou superior<br />desempenho estético em relação ao solvente aromático xileno, o estudo considerou as seguintes variáveis: viscosidade, pressão de vapor, brilho e toxicidade. O solvente acetato de isoamila P.A. apresentou resultados satisfatórios para as resinas Laropal K80®, Paraloid B72® e Regalrez 1094®. O solvente acetato de etila P.A. apresentou bons resultados para Paraloid<br />B72®. As resinas Damar, Laropal K80® e Regalrez 1094® apresentaram resultados satisfatórios com os sistemas de solventes acetato de etila (2,6mL) + cicloexano (7,4mL). A formulação composta por acetato de isoamila (4,5mL) + cicloexano (5,5mL) foi adequada para a formulação de todas as quatro resinas testadas. Todos os solventes propostos apresentam níveis de toxicidade inferiores ao xileno. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/533 IMAGENS DE METAL FUNDIDO NA ARTE COLOMBIANA (SÉCULOS XVII-XVIII) 2024-01-21T11:36:38+00:00 Adrián Contreras-Guerrero contreras.guerrero.a@gmail.com <p>Durante os séculos XVII e XVIII, as imagens de metal fundido eram muito comuns em Nova Granada, tanto as importadas da Espanha e de Quito quanto as feitas localmente. Entre essas imagens há uma dupla casuística: de um lado, aquelas que eram feitas inteiramente de metal, como a Huerfanito de Pamplona, e de outro, aquelas que só tinham algumas partes de metal,<br />principalmente o rosto e as mãos. Neste estudo abordaremos todas essas questões com especial atenção às peças das oficinas de Quito, que inundaram o mercado de Nova Granada durante o século XVIII. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/534 “SÃO PEDRO ARREPENDIDO” (MOSTEIRO DE SÃO BENTO DA BAHIA) 2024-01-21T11:46:47+00:00 Agesilau Neiva Almada agealmada@yahoo.com <p>escultura sacra, modelada em barro, “São Pedro Arrependido”, de autoria atribuída ao monge beneditino Frei Agostinho da Piedade e pertencente ao Mosteiro de São Bento da Bahia. O referido estudo faz uma breve apresentação do contexto histórico da escultura no Brasil, e em seguida, aborda aspectos da vida do frei beneditino. Prossegue tratando da constituição da técnica de modelagem, policromia, e do seu atual estado de conservação, trazendo depois questões relacionadas às discussões sobre a autoria da peça. O trabalho é finalizado com informações descritivas sobre as técnicas e os materiais, apresentando os exames técnicos e científicos realizados na escultura até o momento de elaboração deste trabalho, com o objetivo de entender todo o processo de sua construção. Trata-se de uma pesquisa inicial que ainda não foi finalizada, porém, traz questões importantes a serem consideradas e discutidas. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/535 IMAGENS EM MARFIM 2024-01-21T11:59:26+00:00 Anamaria Camargos anamarialcamargos@gmail.com <p>Este estudo apresenta uma abordagem sobre a imaginária religiosa em marfim, obras com presença marcante nos espaços colonizados pelo Império Colonial Português, frutos do processo de miscigenação e trânsito cultural. Estes artefatos são estudados aqui em suas características materiais e técnicas, propondo uma sistematização inicial de suas tipologias,<br />ampliando o entendimento sobre uma temática que ainda nos deixa questionamentos significativos. Os atributos formais e estilísticos da imaginária lavrada em marfim estão diretamente condicionados às possibilidades de trabalhabilidade que esta matéria-prima específica possibilita, produzindo modelos de representação com soluções muito características, influenciando a laboração das peças, suas dimensões, resistência e ornamentação. O processo de degradação deste material é abordado brevemente, apontando como condições inadequadas, além de sua própria natureza, interferem em sua conservação. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/536 A IMAGINÁRIA DOS IMIGRANTES NA ZONA DA MATA MINEIRA 2024-01-21T12:07:48+00:00 André Vieira Colombo colombohistoria@gmail.com Elza Helena Martins Vieira elza.sustentare@gmail.com Rafael Zampa de Sousa rzampas@hotmail.com Valtencir Almeida Passos valtenciralmeida@yahoo.com.br <p>O presente artigo objetiva congregar resultados de pesquisas desenvolvidas no âmbito de processos técnicos de identificação, proteção e de conservação-restauração de bens culturais e também do desdobramento de diversas investigações acadêmicas de um grupo de pesquisa que tem reconhecido, na Zona da Mata mineira, além de obras em suportes tradicionais, a ocorrência significativa de esculturas ligadas a processos de imigração, cujos materiais e técnicas ainda não haviam sido descritos nos acervos mineiros como a cartapesta. A partir desses estudos identificam-se diferentes categorias de esculturas religiosas, como as imagens na técnica da cartapesta, importadas da Itália por comitentes religiosos ou leigos de origem italiana, assim como imagens assinadas e documentadas produzidas em estuque e gesso, de forma artesanal, em solo mineiro, por artistas italianos estabelecidos na região. Conclui-se que a região possui uma imaginária diversificada que se resulta de múltiplas experiências históricas e culturais desenvolvidas nesta porção do território mineiro.</p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/537 INFLUÊNCIA DO ROCOCÓ NA POLICROMIA DA IMAGINÁRIA BAIANA 2024-01-21T12:21:37+00:00 Cláudia Guanais claudia.guanais@ufba.br <p>A análise das policromias encontradas em onze imagens sacras católicas na Bahia revela o domínio técnico dos policromadores da segunda metade do século XIX. Estas imagens, com características do estilo rococó, demonstram a destreza dos artistas na técnica do estofamento, com elaborados esgrafitos e pinturas a pincel, onde executam desenhos antropomorfos, zoomorfos, fitomorfos e quadriculados em "guilhochês". A pesquisa em andamento tem se dedicado a documentação fotográfica, análises formais, revisão da bibliografia existente, tendo como objetivo esclarecer o período em que foram executadas e identificar se a autoria é de um único artista ou se diversos artistas copiavam protótipos pré-existentes. Essa pesquisa busca divulgar a arte sacra baiana do século XIX, destacando a riqueza das técnicas e ornamentos<br />utilizados pelos policromadores, além de compreender melhor a história e desenvolvimento da arte sacra na Bahia e a influência do estilo rococó nesse contexto. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/538 MOLDAGENS DA IMAGINÁRIA ATRIBUÍDA A FREI AGOSTINHO DA PIEDADE NO MUSEU DE ARTE SACRA DA UFBA 2024-01-21T12:28:48+00:00 Elis Marina Mota elismarinamota@gmail.com Ivan Coelho de Sá ivansamus@gmail.com <p>Muitas peças em barro cozido produzidas a partir do século XVII, no nordeste brasileiro, foram atribuídas ao monge escultor Frei Agostinho da Piedade, só que, apenas quatro têm a assinatura do artista. Nosso objetivo é apresentar moldagens identificadas no Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (MAS/UFBA), cuja motivação para aquisição ou produção delas pode ter sido em razão de corroborar com os estudos da obra do artista. Para tal, nos pautamos na pesquisa documental, com análise qualitativa de dados presentes nas fichas de catalogação e visita técnica ao Museu. Encontramos dez moldagens em gesso e três estudos não catalogados em cimento pigmentado. Sendo que, parte dessas peças foram procedentes do moldador Jair Brandão e adquiridas de 1959 a 1961. As demais, produzidas por Manoel do Bomfim [sic] dentro do Ateliê de conservação e restauro do MAS, foram incorporadas ao acervo em 1977. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/539 A PRESENÇA DAS COLAS PROTEICAS NA ESTRUTURA DAS OBRAS SACRAS 2024-01-21T12:39:18+00:00 Túlio Vasconcelos Cordeiro de Almeida tuliovcalmeida@gmail.com Luiz Antônio Cruz Souza luizac.souza@gmail.com <p>Este estudo é resultado de uma pesquisa sobre propriedades mecânicas de colas proteicas, tanto aquelas tradicionais, frequentemente citadas em diversos receituários e tratados antigos, como alternativas e novas possibilidades, em função da realidade brasileira. Para tanto, essas técnicas foram resgatadas de autores europeus antigos, como Ceninni, Nunes e Velloso, e contemporâneos, como Segurado e Fleury. O objetivo foi avaliar propriedades de resistência mecânica das colas, através de ensaios de cisalhamento, e criar um “Banco de Colas” de origem animal, possibilitando o conhecimento dos diferentes materiais utilizados ao longo do tempo. A metodologia se constituiu na mensuração da resistência mecânica das colas animais em função de sua matéria-prima. Os materiais coletados dessas espécies foram avaliados através de ensaios destrutivos. Os resultados laboratoriais da pesquisa serão compartilhados através de atividades de arte e educação (oficinas, conferências e eventos científicos), além de publicações de artigos em revistas científicas. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/543 Revista Completa 2024-01-21T22:17:06+00:00 Beatriz Ramos de Vasconcelos Coelho beatrizrvcoelho@gmail.com <p>.</p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/529 NOSSA SENHORA DA LUZ DOS PINHAIS 2024-01-20T21:06:55+00:00 Khae Lhucas Ferreira Pereira khaelhucas@hotmail.com <p>Neste artigo fazemos uma leitura interpretativa sobre a história de Curitiba, distinguindo quatro fases da composição do município como correspondentes às quatro iconografias sacras de sua padroeira. Apresentamos o percurso do desenvolvimento urbano a partir da imaginária de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais como ilustração simbólica de cada recorte de tempo, mas, sobretudo, como ícone inspirador na configuração das fases da vida social. Assim, propomos que o sentimento da devoção mariana, expressado na estética religiosa de cada período, influiu nos rumos da cidade, desde a sua fundação à atualidade. </p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/631 CONVENTOS FRANCISCANOS COMO CASAS DO MUNDO 2026-09-30T00:33:43+00:00 Maria Angélica da Silva masufal@gmail.com <p>Os conventos franciscanos históricos do Brasil, em geral, são reconhecidos por suas<br>icônicas obras barrocas. Contudo, acredita-se que podem ser submetidos a outras<br>garimpagens capazes de revelar aspectos de convivialidades de diversas culturas que<br>afloraram na arquitetura e obras de arte desses conventos ao longo dos anos. Concedeuse<br>na análise, uma maior ênfase aos detalhes iconográficos nos quais se evidenciaram<br>estas trocas e misturas culturais, expressas pelo campo fecundo de linhas, cores,<br>figurações, luzes e sombras. Metodologicamente, a pesquisa se apoiou em fontes<br>primárias e em um denso trabalho de campo. Mostra-se como um desdobramento de<br>uma investigação maior realizada coletivamente por um grupo de pesquisa durante<br>cerca de 20 anos, buscando abordar aspectos menos usuais da arquitetura e arte<br>franciscanas históricas brasileiras. Como resultado, aponta-se a necessidade de ampliar<br>os debates sobre trocas culturais, revisitadas a partir das demandas trazidas pela crítica<br>decolonial.</p> 2026-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/633 A CONSTRUÇÃO DOS “PASSOS DE RUA” EM VILA RICA 2026-09-30T01:57:49+00:00 Vanessa Taveira de Souza vanessaarquitetarestauradora@gmail.com Staël de Alvarenga Pereira Costa staelalvarenga@gmail.com <p>Essa publicação tem por objetivo apresentar a história sobre a construção dos “Passos de Rua”<br>em Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), considerando para isso a fundação da devoção ao<br>Nosso Senhor dos Passos pela Irmandade dos Passos, em 1715, na Matriz de Nossa Senhora do<br>Pilar e a sua preservação até a contemporaneidade. Através de consultas as fontes primárias e<br>secundárias se fazem interpretações históricas e se demonstra os fatos mais relevantes e o<br>dinamismo dessa devoção religiosa ao longo dos anos.</p> 2026-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/517 FICHA CATALOGRÁFICA / COMISSÃO CIENTÍFICA 2024-01-20T18:02:28+00:00 Beatriz Ramos de Vasconcelos Coelho beatrizrvcoelho@gmail.com <p>.</p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024 Imagem Brasileira https://cecor.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/view/518 Apresentação 2024-01-20T18:23:59+00:00 Maria Regina Emery Quites mariareginaemery@yahoo.com.br <p>.</p> 2024-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2024